sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Maputo acolhe Festival 6 Continentes

 
Realiza-se amanhã, sábado, no Centro Cultural Municipal Nstindya, em Maputo, um evento de magnitude internacional, o Festival de 6 Continentes que está sob organização do Palavras e Palavras eventos em co- produção com a Xithokozelo.
Este espetáculo  abarca diversas formas de arte e vai acontecer em simultâneo em vários cantos do planeta, concretamente em comunidades falantes da língua portuguesa.

De acordo com uma das organizadoras deste evento em Moçambique, a poetisa moçambicana Enia Lipanga, o Festival tem como intuito promover a Língua Portuguesa e incentivar o desenvolvimento de laços sociais, culturais e comerciais entre os povos e comunidades lusófonas e da Lusofonia no seu todo.

Em Maputo, o encontro terá a duração de cerca de seis horas, com início determinado para as 12 horas de sábado.

Irão fazer parte desta festa os  artistas Rodolf Pondja, Hera de Jesus, Poetas de Rua, Abdil Djuma, Amosse Mucavele, Eduardo Quive, Lionel Portugues, Guilherme Roda, Sanjo Muchanga, Altino Mandlaze, Rassane, Tatiana Sumburane, Universos, Hooligansartes, entre outros.


Folha de Maputo

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Dançarinos mundiais em Maputo

Há mais de dez anos que Maputo, a capital moçambicana,  é palco de grandes espectácu­los de dança contemporânea envolvendo artistas de todos os quadrantes. Esta celebração acontece através da plataforma de dança contemporânea - Kina­ni - que este ano realiza-se pela sexta vez, entre os dias 16 e 20 deste mês (Outubro).
As salas do Centro Cultural Franco-Moçambicano, Teatro Avenida, Museu da Pes­cas são as eleitas, e terão sessões diárias entre às 18, 19 e 20 horas nas diferentes salas e o 4º andar será espaço alternativo a partir das 17 horas.
Nesta edição, Kinani junta­-se a “Danse L’Afrique Danse” - maior plataforma de África para o reforço do diálogo com os operadores mais activos no continente no que diz respeito ao apoio às criações de jovens talentos.
Este projecto escala Moçam­bique após uma viagem a países africanos com uma estrutura de dança mais robusta no conti­nente, como são os casos de Tunísia, Ca­marões, Malí e Senegal. Para se juntar às comemorações de uma década do Kinani tem um mo­tivo de ser: reconhecimento ao trabalho levado a cabo ao longo desse tempo que exibe o festi­val. 
Uma prova da importância desta plataforma nacional na dança são os diversos e glorio­sos prémios que os coreógra­fos moçambicanos amealharam pelo mundo fora. Destes, destacam-se Augusto Cuvilas, Panaíbra Gabriel Canda, Maria Helena Pinto e, recentemente, Horácio Macuácua. 

o pais

Bessangana embelezam centro cultural

Vestidas a rigor, o grupo de senhoras “As Bessangana”, do distrito do Rangel (província de Luanda), tem sido referência  quando o assunto é exibir boa indumentária.

As Bessangana do Rangel, com mais de uma década de existência, resulta da persistência do gestor do Centro Recreativo e Cultural Kilamba, Estêvão Costa, que decidiu formar o grupo de bailarinas logo a seguir à reabertura deste espaço, em Dezembro de 2001.

Estêvão Costa agiu para ajudar a preservar os bons hábitos e costumes dos luandenses.  Composto por 14 integrantes,  o grupo de “bessa ngana” tem ajudado a festa do “Muzongué”.Vestidas de panos, as senhoras representam o traje típico da mulher luandense e têm sido os rostos visíveis nos espectáculos musicais que decorrem mensalmente no Centro  Recreativo e Cultural Kilamba. 

Os apreciadores dos kitutes (iguarias) da terra e da boa música angolana encheram a casa para ouvir e recordar temas de artistas consagrados. Estiveram  em palco o Rei Elias, Pedrito, Dom Caetano, Augusto Chacaia e Kyaku Kyadaff, que brindarem o público com o que de melhor se faz em Angola a nível do semba.

jornal de angola


Artistas plásticos pintam obras de Paulina Chiziane


Uma mostra de artes visuais, que reúne obras de 11 artistas moçambicanos consagrados que pintaram as obras literárias da escritora Paulina Chiziane, é inaugurada hoje, terça-feira em Maputo.

Trata-se dos artistas Adelino Mathe, Dércio da Cruz, Eugénio Saranga, Fiel dos Santos, Ídasse Tembe, João Paulo Quehá, Jorge Sibia, Pekiwa, Sebastião Ndlozy, Sergio Simione e Victor Sousa.

As obras de arte criadas, em que predominam técnicas de pintura e de escultura, representam cada livro criado e lançado por Paulina Chiziane, até hoje.

 folha de maputo

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Mesa decorada com individuais e porta-talheres de capulana da África Ocidental

Os individuais redondos (jogo americano), os porta-talheres e os porta-guardanapos desta mesa de almoço foram feitos do mesmo pano da África Ocidental. À isso juntaram-se copos de cerâmica da Etiópia, jarro de flores em madeira de Moçambique e bases para copos do Congo Democrático para uma decoração de mesa africanamente harmoniosa























Dya Kaíta

Mesa decorada com porta-guardanapo, individuais e porta-talheres de pano africano

Os individuais redondos (jogo americano), os porta-talheres e os porta-guardanapos desta mesa de almoço foram feitos do mesmo pano da África Ocidental. À isso juntaram-se copos de cerâmica da Etiópia, jarro de flores em madeira de Moçambique e bases para copos do Congo Democrático para uma decoração de mesa africanamente harmoniosa.























Dya Kaita

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Restauração de monumento histórico no Kwanza Norte

 
O arco da janela da Sacristia da Igreja (católica) Nossa Senhora do Rosário, da antiga Fortaleza de Cambambe, na província angolana do kwanza Norte acaba de ser restaurado, anunciou o Instituto Nacional do Património Cultural (INPC)  .

De acordo com o INPC, a actividade foi executada com sucesso, tendo sido o arco posicionado nas paredes restauradas no mês passado, e considerou tratar-se de um desafio, porque o arco pesa mais de 4,5 toneladas e a área não dispõe de acesso a equipamentos no seu interior, obrigando a instalação de um guindaste dentro da igreja, porque a Fortaleza está cercada por muralhas, o que leva à utilização de equipamentos auxiliares.

As ruínas da Fortaleza de Cambambe, monumento histórico-cultural, estão a ser recuperadas desde o princípio do ano, numa acção entre o Ministério da Cultura e a Obdebrecht.

Os trabalhos baseiam-se na recomposição dos pontos que se danificaram com o passar do tempo, como paredes rachadas, buracos na muralha, sendo já reconstituídos cerca de 18 pontos, e enquadram-se no programa de preservação e revalorização do património histórico, arqueológico e cultural do Corredor do Kwanza.

O objectivo é preservar, reforçar e proteger as zonas históricas de Cambambe, associando a sua estabilização a estratégias de desenvolvimentos económico, social e cultural, através do turismo, ambiente e desenvolvimento urbano.
 
A Fortaleza de Cambambe foi erguida pelas tropas portuguesas, em 1604, no contexto da penetração e conquista do interior do território angolano pela via do rio Kwanza, o maior do país, assegurando a defesa do presídio, um estabelecimento de colonização militar, fundado naquela época.

A ocupação da região das serras de Cambambe foi bastante onerosa para o regime colonial, em virtude da resistência oferecida pelos habitantes à conquista estrangeira.

Além de materializar a presença militar portuguesa, o presídio constituiu-se num activo entreposto de mercadorias e de escravos capturados na região, aguardando pelo seu transporte para o continente americano. A partir de meados do século XIX, o presídio e a sua guarnição foram governados por um capitão-mor.

Património Mundial


No mês passado, a Pedra Laúca, localizada no município de Cambambe, foi classificada como património histórico-cultural pelo Ministério da Cultura, acto ocorrido à margem da Feira do Artesanato do Dondo. monumento “está na lista indicativa de património da UNESCO”

Na ocasião, a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, afirmou que monumento “está na lista indicativa de património da UNESCO”à espera de certificação daquela instituição mundial.
À semelhança da cidade de Mbanza Congo, na província do Zaire, o Corredor do kwanza é também um dos projectos que o Ministério da Cultura propõe à UNESCO, para constar na Lista do Património Mundial.


jornal de angola